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Projeto Brasil

Estudo · Economia brasileira e justiça

O Brasil paga caro para não crescer

Este estudo percorre a economia brasileira de 1930 a 2026 e lê cada fase pela lente de Aristóteles, que há 2.400 anos já distinguia a riqueza que serve à vida da riqueza que só serve a si mesma.

A tese: o Brasil remunera mais quem aplica do que quem produz e trabalha. Isso trava o investimento, achata a classe média e concentra renda.

Cinco números que resumem o problema

8,8% do PIBgastos com juros da dívida em 12 meses, até junho de 2026
1,2% do PIBdéficit primário no mesmo período, o alvo da austeridade
39% × 5%fatia da arrecadação que vem do consumo e do patrimônio
24,3%fatia da renda do 1% mais rico em 2023 (era 20,4% em 2017)
37,5%dos trabalhadores estão na informalidade

Fontes: Banco Central, Receita Federal, FGV IBRE e IBGE. Detalhes em Fontes.

Os capítulos

Cada capítulo segue a mesma estrutura: o que aconteceu, os números, a lição e o que Aristóteles diria. Leia em ordem ou vá direto ao tema que interessa.

Por que Aristóteles

Aristóteles escreveu que a boa cidade é aquela governada pela classe média, que o dinheiro que se reproduz sozinho pelos juros é a forma de riqueza mais distante da natureza e que a justiça consiste em dar a cada um conforme sua contribuição. Esses três pontos descrevem com precisão o que falta ao Brasil de hoje.

Ele também tinha limites graves: aceitava a escravidão e excluía as mulheres da vida política. O estudo usa suas ideias sobre economia e justiça, não sua visão de sociedade inteira. O capítulo Aristóteles e a sociedade justa trata disso.